A Big Step for Women, a Big Step for Humanity

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At the 2018 elections, Brazil starred a great mark in the history of national elections. The country, which currently counts on 513 Federal Deputies, reached a number of 77 women elected for occupy the position. It represents an increase of 50% of women elected since the previous legislature, which counted on 51 women.

Graphic design and statistic data by Agência Câmara.

This increase of women at the Brazilian Chamber of Deputies is a great victory for the country, especially for Brazilian women, who are acquiring new ways to spread their voices and demands by occupying predominantly male spaces. The Deputies reflects all the diversity and plurality of Brazil in many ways: states, political ideologies, parties and also in age – having women aged from 26 to 84 years old.

One of the most commented subjects proposed by women in the Chamber of Deputies include the violence against woman. It has been a trending topic once Brazil occupied the 5th place on the United Nations High Commissioner for Human Rights (UNHCHR) ranking of countries with higher rates of feminicide – behind only El Salvador, Colombia, Guatemala and Russia. Although the country enacted a law against feminicide in 2015, Dilma Roussef was carrying out her mandate as the first Woman President of Brazil before being overthrown by a coup. The Federal Deputy Carmen Zanotto affirms that “we cannot accept a country where every hour and a half a woman dies just because she is a woman”.

Even though the number of women elected as Federal Deputies had grown, the number of women candidates for the position was 1% bigger than the minimum percentage of women candidates stipulated by the national law of elections.

In Latin America and Caribbean countries, the average of women occupying the Chamber of Deputies or Single Chambers as parliamentarians is 28.8%. In Brazil, this average is an inferior 15%, revealing that the country has a long journey to go. According to a ranking done in 2019 by the UN Women in partnership with the Inter-Parliamentary Union, Brazil occupies the 133rd place between 192 countries with the participation of women in parliament.

Although Brazil still needs more efforts to raise this numbers, it is already a good beginning. WYA hopes that countries will continue to foster the culture of women in politics by believing that, according to the WYA Declaration on Women, “the woman is the architect of authentic peace from the most basic cell of society to the highest levels of policy and decision making, constructing conditions in which persons are given the chance to live in accordance with their dignity.”

Published: October 14, 2020
Written by Yuri Rodrigues, a WYA Latin America Regional Intern

Um Grande Passo Para as Mulheres, um Grande Passo Para a Humanidade

Nas eleições de 2018, o Brasil protagonizou um marco na história das eleições nacionais. O país, que atualmente conta com 513 Deputados Federais, atingiu o número de 77 mulheres eleitas para ocupar a posição. Tal feito representa um aumento de 50% no número de mulheres eleitas desde o mandato anterior, o qual contou com 51 mulheres.

Design gráfico e dados estatísticos por Agência Câmara.

Esse aumento de mulheres na Câmara dos Deputados do Brasil é uma grande conquista para o país, especialmente para as mulheres brasileiras, as quais estão a dquirindo novos meios para levantar suas vozes e demandas através da ocupação de espaços predominantemente masculinos. As Deputadas refletem toda a diversidade e pluralidade do Brazil em muitos aspectos: estados, ideologias políticas, partidos e também na idade – sendo representada por mulheres de 26 até 84 anos.

Um dos assuntos mais comentados propostos pelas mulheres na Câmara dos Deputados é a violência contra a mulher. O tema tem se tornado um tópico em alta uma vez que o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking de países com as maiores taxas de feminicídio proposto pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humano (ACNUDH) – ficando atrás somente de El Salvador, Colômbia, Guatemala e da Rússia. Infelizmente, tal mal ainda reverbera no Brasil apesar de o país ter estabelecido uma lei contra o feminicídio em 2015, quando Dilma Roussef conduzia seu mandato como primeira mulher Presidente do Brasil antes de ser deposta por um golpe. A Deputada Federal Carmen Zanotto afirma que “não podemos aceitar um país onde a cada uma hora e meia uma mulher morre pelo fato de ser uma mulher”.

Embora o número de mulheres elitas como Deputadas Federais tenha crescido, o número de mulheres candidatas para o cargo foi 1% maior que a porcentagem mínima para a candidatura feminina estipulada pela lei nacional das eleições.

Nos países Latinoamericanos e Caraibenhos, a média de mulheres parlamentares nas Câmaras dos Deputados ou Câmaras Únicas é de 28,8%. No Brasil, essa média é bem menor, 15%, revelando que o país ainda tem muito a avançar daqui pra frente. De acordo com um ranking feito em 2019 pela ONU Mulheres, em parceria com a União Interparlamentar , o Brasil ocupa o 133º lugar entre 192 países com a participação de mulheres no parlamento.

Apesar de o Brasil ainda precisar de mais esforços para aumentar esses números, tal fato já é um bom começo. A WYA espera que o país continue a fomentar uma cultura de mulheres na política por acreditar que, consoante a Declaração da WYA sobre as Mulheres, “a mulher é a arquiteta da paz autêntica dese a mais básica célula da sociedade até os níveis mais altos da política e da tomada de decisões, construindo condições nas quais são dadas às pessoas a chance de viver de acordo com sua dignidade.”

Publicado: 14 de outubro de 2020
Escrito por Yuri Rodrigues, Estagiário Regional da World Youth Alliance